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O Governo do Estado cedeu à pressão de servidores estaduais que protestam desde a semana passada contra a Reforma da Previdência do Estado. Emenda de parlamentares contrários à reforma foi aceita pelo Governo e para cerca de 75% dos servidores não haverá mudança na alíquota da contribuição, permanecendo fixada em 11%.
Detalhes das mudanças no projeto apresentado pelo governo na Assembleia Legislativa foram repassados nesta tarde pelo presidente da Casa, Junior Mochi (PMDB). A mudança no projeto vai beneficiar servidores que têm salários de até R$ 5 mil, cerca de 75% de todos os servidores da ativa e aposentados. Estes não terão mudanças na alíquota da contribuição previdenciária.
Para os cerca de 25% que recebem acima de R$ 5 mil mensais, devem ser aplicadas regras que elevam a contribuição para 14%. A mudança para parte dos servidores é fruto de emenda apresentada por parlamentares do PT.

Outra mudança tem relação com a unificação dos fundos previdenciários. O Governo se compromete a usar cerca de R$ 400 milhões, referente a 3% dos poderes, para recompor os fundos previdenciários.
Antes do anúncio oficial das mudanças, deputados convocaram sindicalistas integrantes do Fórum de Servidores para uma reunião. Depois de quase 3 horas de debate, o encontro terminou sem acordo. Os sindicalistas continuaram contra o projeto da reforma mesmo com as mudanças apresentadas pelo Governo.
Junior Mochi afirmou que se reunirá com deputados ainda nesta noite e o encontro pode varar a madrugada desta terça. O esforço tem objetivo de não impedir a segunda votação do projeto, prevista para amanhã. “Vamos levar ao governador para ver se conseguimos avançar alguma coisa nessa matéria”, disse o deputado.
Restrição de entrada de servidores na sessão, inclusive, pode ser afrouxada pela presidência. Para evitar tumultos, grades foram instaladas na entrada da Assembleia Legislativa.
Aprovado em primeira votação na semana passada, o projeto foi motivo de ocupação do prédio da Assembleia Legislativa na sexta-feira (23). Segunda votação da proposta, que tramita em regime de urgência, foi adiada e deve ser votada amanhã (28).
Sindicalistas fazem mobilizações para que mais uma vez trabalhadores ocupem a Assembleia. Além de criticar as mudanças na alíquota recolhida pelos servidores, sindicalistas são contra mudanças nos fundos previdenciários. Outro temor é congelamento de salários em razão de mudanças na contribuição patronal, também previstas no projeto.
Fonte: MidiaMax