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Status de aftosa sem vacinação exige investimento em estrutura e servidor

on ter, 14/05/2019 - 13:43
terça-feira, 14 Maio, 2019 - 13:30

O Sifems (Sindicato dos Fiscais Agropecuários) e o Sigeasfi (Sindicato dos Gestores Estaduais Agropecuários, Agentes Fiscais Agropecuários, Agentes de Serviços Agropecuários e Auxiliares de Serviços Agropecuários), que representam os profissionais da área de fiscalização e defesa agropecuária de Mato Grosso do Sul, cobram medidas do Governo do Estado para melhorar a fiscalização agropecuária e garantir a eficácia da ampliação da zona livre de aftosa sem vacinação.

Foto: divulgação

Os sindicatos protocolaram, no último dia 5 de maio, pedido de agenda com o secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, para debater soluções para os gargalos que ocorrem na carreira da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal).

A retirada da vacinação está prevista no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Mato Grosso do Sul está no quinto grupo, com previsão de suspensão da vacinação do rebanho a partir do segundo semestre de 2021. A medida trará uma série de benefícios ao Estado, ampliando as possibilidades de exportação.

Os avanços registrados nos 12 anos sem ocorrências da doença no Estado são resultado do esforço da equipe dos profissionais da Iagro. E agora, essa nova etapa exige investimentos nas estruturas físicas da Iagro e valorização dos profissionais que atuam na fiscalização e defesa agropecuária.

Com relação à estrutura, os sindicatos apontam a necessidade de ampliação e melhorias na sede e nos escritórios da Iagro, espalhados pelas cidades do interior do Estado - muitos com problemas de estrutura, infiltrações, rachaduras, telhado caindo, falta de ar-condicionado e até cadeiras sem condições de uso, dificultando o trabalho dos servidores da Agência e, por vezes, tornando o local de trabalho insalubre.

De acordo com a presidente do Sigeasfi, Líliam Kohler, a realização de concursos públicos para suprir a deficiência de funcionários, a capacitação de técnicos, a implantação de políticas públicas para incentivo de permanência do servidor em municípios fronteiriços e ajustes no Plano de Cargos e Carreiras são medidas necessárias para melhorar a atuação dos servidores da fiscalização e defesa sanitária.

“Diante desses novos desafios propostos por essa certificação a ser conquistada pelo Estado, o servidor precisa ser reconhecido e tem que ter atrativo e boa remuneração para continuar no quadro da Iagro. Para isso, é preciso corrigir a defasagem salarial dos profissionais que atuam na área de defesa sanitária. Até porque com o status sanitário de área livre de aftosa sem vacinação aumenta a dedicação e a importância desses servidores”, avalia Líliam Kohler.

O presidente do Sifems, Ivan Garcia, esclarece ainda que os ajustes no Plano de Cargos e Carreiras são fundamentais para evitar o déficit de servidores. “Temos casos de servidores da Iagro, alguns até com doutorado que fizeram pesquisas importantes na área, mas que acabam deixando a administração estadual porque decidem atuar no setor privado que oferece melhores oportunidades, ou então conseguem passar em outro concurso com salário melhor, até mesmo em outra área profissional”, lamenta.

Todas as reivindicações já foram encaminhadas para o Governo do Estado. Agora, a preocupação dos sindicatos é garantir que os servidores que atuam na fiscalização e defesa sanitária tenham prioridade em um momento tão importante para o Estado.

Foto: divulgação

“Retirar a vacinação é uma coisa, agora manter o status sem vacinação é outro desafio, até pela localização do Estado que tem uma grande área de fronteira seca com o Paraguai e a Bolívia. Sabemos que essa será uma conquista importante para o Estado e queremos trabalhar para que tudo ocorra da melhor forma possível, no entanto, precisamos garantir que os servidores fiquem na Iagro e permaneçam motivados. Só assim, seguiremos construindo um Estado forte e desenvolvido”, conclui o presidente do Sifems.


Fonte: Campo Grande News